COVID-19 E SUAS VARIANTES
uma recapitulação da origem e avanço da maior pandemia do século XXI
Desde a Gripe Espanhola, que afetou quase um terço da população mundial entre 1918 e 1920 levando a óbito em média de 100 milhões de pessoas, o mundo como um todo não conheceu outra catástrofe pandêmica desse tamanho. Até que em dezembro de 2019, o governo chinês anunciou o surgimento de um novo coronavírus, causador de uma série de casos de pneumonia na cidade de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei na China. Essa nova descoberta, nomeada como Covid-19, se espalhou por cinco continentes, tendo seu primeiro caso confirmado no Brasil em fevereiro de 2020, e a primeira morte em março do mesmo ano.

Mas como essa nova versão de um vírus já conhecido teve tanto impacto a ponto de rapidamente se tornar uma emergência de saúde pública de interesse internacional? Primeiramente, já é confirmado que o Sars-CoV-2 (vírus da família coronavírus que causa a Covid-19) é mais contagioso do que outros coronavírus registrados. Isso se deve a inserção de quatro aminoácidos (compostos comuns a todos os seres vivos). O vírus atua como parasita que necessita se estabelecer em uma célula para que possa se replicar, e para isso, ele se liga a uma molécula em sua superfície, um receptor, que acaba levando o vírus para o interior da célula. Até aí, esse fato já é comum a todos os tipos de vírus que causam doenças, porém no caso do Sars-CoV-2, os quatro aminoácidos citados anteriormente são inseridos na proteína da espícula, a “coroa” do vírus, e especificamente essa sequência (Arginina, Arginina, Alanina, Arginina) não se encontram nas outras versões. Com base em vários estudos realizados com uma variante produzida em laboratório, foi confirmado que a presença desses quatro aminoácidos influencia a capacidade de infecção do vírus em células pulmonares.
Ao entrar no organismo, o Sars-CoV-2 se multiplica em áreas do sistema respiratório de forma silenciosa, fase chamada de pré-sintomática ou de incubação, onde mesmo não havendo sintomas, os indivíduos contaminados são capazes de infectar outras pessoas. O intervalo de tempo desde o momento da infecção até a manifestação dos primeiros sintomas varia de acordo com a pessoa infectada. Para o Sars-CoV-2, é dado um período médio de cinco dias, para se apresentar os primeiros sintomas, podendo claro, ter uma variação na quantidade de dias e ser necessária uma quarentena superior ao intervalo de 14 dias para a supervisionar se os sintomas irão aparecer.


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